Antes do tudo, o nada, e neste nada, por acaso, formou-se uma partícula, a única existente, intemporal e adimencional, por acaso começou a sua expansão. A sua expansão foi tão casual que continua a acontecer formando corpos tão diferentes uns dos outros, realidades tão distintas, como só o acaso o permitiria. Por acaso, um desses corpos é a Terra, que no inicio não passava de um rochedo orbital, mas que graças à sua posição, meramente casual, no sistema planetário do qual faz parte permitiu as condições necessárias ao aparecimento das primeiras muléculas "vivas" e evntual e casualmente ao surgimentos das primeiras formas de vida.
A partir daí o acaso é o maior (e único) impulsionador da evolução: por acaso um ser nasce com determinada disponíbilidade genética, ligeiramente diferentes das dos outros individuos da mesma espécie, que se traduz nas suas características morfológicas e comportamentais e que, de acordo com o ambiente em que vive, vão beneficiar/dificultar a existência do organismo. Se por acaso o ambiente for favorável à sua existência o especimen viverá, reproduzir-se-à (esta secção será para outro post), e morrerá, tendo antes passado a informação genética que lhe permitiu ter uma vida sã à sua descendência. Se por acaso não o favorecerem o especimen morrerá, em princípio antes de gerar descendência Após várias geração existe um apuramento dessa características casualmente favoráveis para esse ambiente em que a comunidade vive, de modo a que quando essa especificação genética é muito pronunciada a comunidade passa a formar uma espécie diferente da original, que ainda assim pode continnuar a existir noutro local em condições diferentes à da espécie que entretanto se formou.
Eventualmente, após uns 3800 milhões de anos eventualmente gerou-se a primeira comunidade humana. Que por razões casuais se dividiu e espalhou pelo mundo. Eventualmente os meus pais conheceram-se, por acaso acasalaram, e por puro acaso a minha mãe foi fecundada e eu nasci. Por acaso ainda não morri e só casualmente é que decidi pôr-me aqui a escrever o que escrevo.
Esta é a minha visão do mundo, casual e eventual, baseada em observações empíricas e alguns anos de aprendizagem ciêntífica.
No entanto, percebo que se torna impossível para uma pessoa pensar assim a toda a hora. Eu gepróprio, na minha condição de ser humano de dimensões diminutas e insignificante, cagajesimal neste nosso Universo, sou condenado a olhar para a minha existência como algo único, relevante e quase predestinado (mesmo que a razão me diga o contrário) não me sendo permitido pensar que o acaso controla dia a dia independentemente das minhas decisões, logo crio a ilusão de que posso mudar o meu "destino", moldar o meu futuro e construír-me . No entanto, visto parecer impossível a qualquer humano pensar no seu dia-a-dia que o acaso o oriente e desenhe os limites da realidade, ao nível da sociedade humana, o acaso permite-nos controlar a nossa existência com relativa facilidade, mas mostrando de vez em quando que ele nos impõe limites e que é ele que ainda "controla" a grande máquina do mundo.